Os
salvos em Cristo, não pecam para a condenação, e sim para disciplina.
A
obra de salvação é de exclusiva responsabilidade de Deus.
Todo
mundo já sabe, embora bem poucos vivem, que todo mérito da salvação é de Deus,
que deu seu filho amado para que todo, “qualquer um”, que nele crê não pereça
mais tenha a vida eterna. Então, nossa participação neste projeto de Deus, é
com a fé: A mão que se estende para receber do Senhor o presente oferecido. Se
for presente, é gratuito.
O
salvo, o é do pecado (raiz, princípio), por consequência da condenação do
pecado.
Não
quer dizer que estamos sem pecado; sem a presença do pecado. Ele está em nós,
porque a natureza adâmica ainda está em nós. O que mudou? Mudou o domínio, a
atração e o poder: Não exercem mais nenhum tipo domínio sobre nós.
Antes,
pecávamos como um hábito. Tínhamos prazer em pecar. Não resistíamos os apelos
da carne e atendíamos seu desejo.
O
que ocorre agora? Agora, nós que estamos em Cristo, pecamos não como hábito,
mas com atos de pecado. O pecado hoje é exceção, antes era regra. Antes era
consequência, agora acidente.
Entretanto,
vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito
de Deus habita em vocês... (Romanos 8:9)
Na
carne cumpríamos obedientemente a determinação do pecado, pois era lei, no
ambiente que vivíamos, agora não! Esta lei irresistível foi revogada na vida
dos salvos. Por quê? Estamos sob outro governo agora, o do Espírito Santo.
“Portanto,
agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio
de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da
morte”. (Romanos 8:1-2)
De
que maneira me livrei do poder do pecado e da condenação?
Está
escrito: “Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para
que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado;
pois quem morreu, foi justificado do pecado”. (Romanos 6:6-7)
O
corpo do pecado, servo do mesmo, na cruz foi destruído, quer dizer, que ele
perdeu a força que nos impunha uma determinação para a desobediência. Sua lei
agia neste corpo vendido ao pecado. Houve na cruz uma transformação espiritual:
O corpo do perdeu sua influencia e este corpo passou a ser templo do Espírito.
Deixamos de ser sevos do pecado e passamos e ser chamados de filhos de Deus.
Há
uma determinação Bíblica:
“Da
mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo
Jesus”. (Romanos 6:11)
Se
eu estou morto para o pecado, ele, também, perderá interesse por mim. Morto não
reage, não tem desejos, não da resposta, não atende um chamado! Estou morto
para ele, mas ele não está morto para mim.
Por
isso, devemos vigiar para não cairmos em tentação!
No
entanto, eu estou vivo para Deus! Respondo a toda manifestação do pai, em
obediência Sua vontade e interesse. Estou vivo para obedecê-Lo, cumprir Sua
orientação e atender os Seus interesses na terra.
“Mas
agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o
fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna”. (Romanos 6:22)
O
pecado não morreu, entenda! Ele só não tem mais poder em nossa vida!
Não
podemos dizer que não temos! “Se afirmarmos que estamos sem pecado,
enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós”. (1 João 1:8)
A
questão não é da ausência, e sim de influencia que o pecado venha exercer sobre
nós!
O
pecado como raiz foi tratado em nós por Jesus na cruz, neste sentido não
pecamos mais.
Nós
que estamos no segundo Adão, Cristo.
O
pecado como fruto, que na Bíblia, vem – quase - sempre no plural, pecados,
existe, e ocorre não como nosso interesse, e sim, como atos, que, acontecendo,
podemos confessar e imediatamente seremos purificados. Voltamos ás condições
anteriores ao erro!
“Se
confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos
pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1 João 1:9)
Irmãos
se estamos em Cristo, não podemos estar no pecado, é incoerência!
Pois
se a Santa palavra nos diz, que estamos libertos, justificados e salvos do
pecado, como eu posso acreditar e pregar o contrario!
Se
estamos libertos, o pecado não nos prende mais
Se
estamos justificados, não podemos pagar por algo que foi perdoado; inocentado.
Se
estamos salvos, não poderemos, estamos livres de toda influencia maligna.
Todo
aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado
não o viu nem o conheceu. (1 João 3:5-6)
Faço
uma pergunta, que por mim eu posso responder: Você vive no pecado, ou na
pratica do mesmo? Se você se considerar um pecador, então você não é de Deus.
Aquele
que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vem pecando desde o princípio.
Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. (1 João
3:8)
Obras
aqui não quer dizer macumbaria, feitiçaria, mau olhado... E sim, desobediência,
rebeldia, concupiscência em todos os sentidos, etc.
Tudo
isto é obra do diabo, que Jesus veio destruir.
Ao
aceitarmos a Jesus como nosso Salvador, aconteceu o milagre do novo nascimento.
Se eu nasci de novo, vivo sob a inspiração do meu novo Pai. Então se o meu pai
é Cristo, não vivo mais na prática de antigos costumes. Aqui está diferenciação
de quem é de Deus, de quem não é! Esta diferença pode ser vista ou conferida:
““
Desta forma sabemos quem são os filhos de Deus e quem são os filhos do diabo:
quem não pratica: ” a justiça não procede de Deus; e também quem não ama seu
irmão”. (1 João 3:10)
E
mais:
“Todo
aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus
permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus.” (1
João 3:9)
Justiça
é o que é direito, certo ou correto. Ser justo é dar a outrem o que é de
direito; o que é merecido. Então é dar a Deus o que é esperado de nós!
A
Bíblia diz para sermos como Caim, que matou seu irmão, por ser do maligno. Suas
obras o condenavam e isto o levou se tornar o primeiro homicida! Se não é para
sermos, é porque existe a possibilidade de o sermos!
Amados,
pode ocorrer um deslize na vida do salvo e ele vir a cometer um ato pecaminoso,
e, quando isto acontecer, não quer dizer que o salvo, vai perder a salvação. Se
isto acontecesse, ele nunca teria sido salvo. A obra de Cristo foi perfeita, e
de uma vez por todas.
Visto
que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto ele é capaz
de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus,
pois vive sempre para interceder por eles. (Hebreus 7:24-25)
Quando
ocorre de o justo pecar, ele não vai para a condenação, que para ele, não
existe mais, ele passará pela disciplina de Deus, não dos homens que não tem
validade para Deus.
...
“Pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como
filho".
(Hebreus
12:6)
“Se
vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês
não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos”.
(Hebreus 12:8)
Filhos
de Deus, somos tentados, em varias situações, para que viemos a pecar. O ato
pecaminoso, é uma agressão a Deus, não da parte de quem peca, mas, daquele que
a vida toda se levanta contra Deus. Quando ocorre um erro do salvo, ele aponta
para Deus como se dissesse: Olha, não valeu nada!
Por
isso, ainda que não corramos o risco de perdermos o que recebemos de Deus como
um dom, cabe a nós recorrer a Ele, na menor ameaça a santidade, para que Jesus,
como nosso Sacerdote possa nos socorrer e evitar aquilo que pode nos levar a
disciplina; que na verdade nunca será bom! Jesus nos entende, pois passou por
tudo que passamos sem nunca ceder!
Porque,
tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer
aqueles que também estão sendo tentados. (Hebreus 2:18)
Concluo
com leitura Bíblica:
“Todo
aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado, porque a semente de Deus
permanece nele; ele não pode estar no pecado, porque é nascido de Deus.” (1
João 3:9)
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