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A LEI DE CRISTO, (A LEI DO ESPÍRITO) É SUPERIOR A MOSAICA!


                                                         ( Parte I )   
                        ( Bp Eugênio)

Quando se faz referência à Lei de Moisés nas igrejas, geralmente está se falando dos Dez Mandamentos. Mas esse é um engano, pois cumprir a Lei Mosaica é muito mais: ela é composta de todo o código de leis formado por 613 disposições, ordens e proibições. Em hebraico a Lei é chamada de Torá, que pode significar lei como também instrução ou doutrina. O conteúdo da Torá são os cinco livros de Moisés, mas o termo Torá é aplicado igualmente ao Antigo Testamento como um todo.
Neste artigo usaremos o termo Torá para designar os cinco livros de Moisés, especialmente a compilação das leis mosaicas, as 613 disposições, ordens e proibições que mencionamos.
No código mosaico encontramos também o Livro da Aliança das Ordenanças Civis e Religiosas, que explica e expõe detalhadamente o significado dos Dez Mandamentos para Israel.
• O código mosaico ainda contém as leis cerimoniais, que regulavam o ministério no santuário do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo. Elas tratavam também da vida e do serviço dos sacerdotes.
Em conjunto, todas essas disposições, ordens e proibições formam a Lei Mosaica. No judaísmo ortodoxo, além dessas 613 ordenanças, há ainda as leis do Talmude, a transmissão oral dos preceitos religiosos e jurídicos...
...compilados por escrito entre os séculos III-VI d.C. A Torá e o Talmude são o centro da devoção judaica.
Jesus Cristo e a Lei de Moisés
“São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4).
É interessante observar que Jesus posicionou-se claramente a favor do código legal mosaico, pois disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). Entretanto, Ele rejeitou com veemência as ordenanças humanas e as obrigações impostas apenas pela tradição judaica (compiladas, posteriormente, no Talmude), afirmando: “Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens”. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que podereis aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes” (Mc 7.8-13).
Jesus defendeu firmemente a Palavra de Deus. Ele considerava o Pentateuco como realmente escrito por Moisés, inspirado por Deus e normativo para Sua própria vida e Seu ministério, pois afirmou: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus” (Mt 5.18-19).

A quem foi dada a Lei de Moisés?
As passagens bíblicas seguintes documentam que a Lei de Moisés foi dada ao povo judeu, ou seja, a Israel:
– “E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje vos proponho?” (Dt 4.8).
– “Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia!” (Sl 147.19-20).
– “São estes os estatutos, juízos e leis que deu o Senhor entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés” (Lv 26.46).
– “São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4).
A Lei de Moisés foi entregue a Israel
A Lei fez de Israel algo especial, transformando-o em parâmetro para todos os outros povos. A Bíblia exprime essa verdade da seguinte maneira: “Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Dt 7.6). Por consequência, o Israel do Antigo Testamento era a única nação cuja legislação, jurisdição e jurisprudência tinham sua origem na pessoa do Deus vivo.
Hoje não é essa a situação de Israel, pois o povo continua incrédulo e não está sob o governo do Messias. No futuro, quando Israel tiver se convertido a Jesus, a Lei divina será seguida por todo o povo judeu. O próprio Deus estabelecerá a teocracia como forma de governo, definirá a legislação e executará justiça em Israel. Sobre a situação vigente quando o Messias estiver reinando, a Bíblia diz:
“Deleitar-se-á no temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso” (Is 11.3-4).
A situação futura das nações será como descreve Isaías 2.3: “Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém”. Deus está preparando o cumprimento dessa profecia.
Por isso, não devemos nos admirar quando todo o poder das trevas se levanta para atrapalhar, pois o que está em jogo é o domínio divino sobre o mundo, domínio que virá acompanhado de todas as suas abençoadas consequências! Quando o Senhor reinar, pecado será pecado, injustiça e mentira serão chamadas pelos seus nomes e acontecerá o que está escrito em Jeremias 25.30-31: “O Senhor lá do alto rugirá e da sua santa morada fará ouvir a sua voz; rugirá fortemente contra a sua malhada, com brados contra todos os moradores da terra, como o eia! dos que pisam as uvas. Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo contra toda a carne; os perversos entregará à espada, diz o Senhor”. A oração de Jesus também se cumprirá: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.9-10).
Até que ponto as nações têm o dever de seguir a Lei Mosaica?
Provérbios 29.18 diz a respeito: “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz”. Toda nação que seguir esse conselho se dará bem!

Deus queria que Israel fosse uma clara luz no meio da escuridão espiritual em que viviam os povos e um contraponto às trevas do pecado.
A Lei de Moisés foi entregue ao povo de Israel com a seguinte finalidade: “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (Pv 6.23). Deus queria que Israel fosse uma clara luz no meio da escuridão espiritual em que viviam os povos e um contraponto às trevas do pecado. Por essa razão Balaão, o profeta gentio, foi compelido a proclamar: “...eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações. Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel!” (Nm 23.9; 24.5). Balaão reconheceu que Deus era com Israel, que Ele velava sobre esse povo, morava no meio dos israelitas e lhes dava segurança e estabelecia a ordem através da Lei.
Mesmo a meretriz Raabe, que vivia na cidade ímpia de Jericó, sentiu-se obrigada a declarar aos dois espias judeus: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito; e também o que fizestes aos dois reis dos amorreus, Seom e Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes” (Js 2.9-11).
Quando a rainha de Sabá (atual Iêmen) visitou o rei Salomão, exclamou admirada: “Foi verdade a palavra que a teu respeito ouvi na minha terra e a respeito da tua sabedoria. Eu, contudo, não cria no que se falava, até que vim e vi com meus próprios olhos. Eis que não me contaram a metade da tua sabedoria; sobrepujas a fama que ouvi. Felizes os teus homens, felizes estes teus servos que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria! Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no seu trono como rei para o Senhor, teu Deus; porque o teu Deus ama a Israel para o estabelecer para sempre; por isso, te constituiu rei sobre ele, para executares juízo e justiça” (2 Cr 9.5-8).
O nome de Deus era conhecido muito além das fronteiras de Israel. As nações reconheciam que Israel era singular, admiravam seu maravilhoso Templo e vinham para louvar seu Deus. Assim era respondida a oração que Salomão fizera por ocasião da inauguração do Templo: “Também ao estrangeiro, que não for do teu povo de Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome (porque ouvirão do teu grande nome, e da tua mão poderosa, e do teu braço estendido), e orar, voltado para esta casa, ouve tu nos céus, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo de Israel e para saberem que esta casa, que eu edifiquei, é chamada pelo teu nome” (1 Rs 8.41-43).
Até que ponto, então, as nações do mundo têm o compromisso de obedecer à Lei de Moisés? Bem, na verdade ninguém tem a obrigação de cumprir lei alguma. Nenhuma nação é obrigada a se orientar pelo código de leis divinas. Mas quando, de livre e espontânea vontade, ela se sujeita às ordens de Deus, essa é a melhor escolha, com os melhores resultados práticos. Cada povo que segue as orientações do Senhor experimenta o que diz o Salmo 19.8-11: “Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis que o ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa”.
A História nos ensina que os povos que desprezaram as leis divinas de maneira consciente, que as pisotearam, cedo ou tarde desapareceram de cena. Basta pensar na ex-República Democrática Alemã ou na União Soviética, que não existem mais. Mas os povos que estabelecem sua legislação e fundamentam sua constituição sobre as leis divinas, mesmo que seja de maneira imperfeita, são povos abençoados. A Bíblia diz: “Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor!” (Sl 144.15).
Será que hoje vivemos estressados, emocionalmente doentes e desorientados porque deixamos de obedecer à Palavra de Deus? Será que os líderes da economia mundial e os políticos tomam tantas decisões equivocadas por negligenciarem a Palavra do Senhor? Será que hoje as pessoas andam insatisfeitas e infelizes porque desprezam as ordens divinas? Com toda a certeza, pois o desprezo pelos decretos divinos sempre acaba conduzindo à ruína – espiritual, emocional e financeira.
A Igreja de Jesus deve cumprir a Lei?
O Senhor Jesus, cabeça da Igreja (Ef 5.23), validou toda a Lei Mosaica, inclusive as 613 disposições, ordens e proibições, ao afirmar: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (Lc 16.17). Ele avançou mais um passo, dizendo: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). Jesus, ao nascer, também foi colocado sob a Lei: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4). Ele foi criado e educado segundo os preceitos da Lei, pois cumpria suas exigências.

“Os preceitos do Senhor... são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa” (Salmo 19.8,10).
O Senhor Jesus, porém, não apenas se ateve pessoalmente a toda a Lei de Moisés. Foi essa mesma Lei que O condenou à morte. Quando tomou sobre Si todos os nossos pecados, teve de morrer por eles, pois a Lei assim o exige. Vemos que a Lei foi cumprida e vivida por Jesus, e através dEle ela alcançou seu objetivo. Por isso está escrito que “...o fim da Lei é Cristo” (Rm 10.4).
Quando sou confrontado com a Lei Mosaica, ela me apresenta uma exigência que devo cumprir. Deus diz em Sua Lei: “...eu sou santo...” e exige de nós: “...vós sereis santos...”           (Lv 11.44-45). Assim, a Lei me coloca diante do problema do pecado, que não posso resolver sozinho. O apóstolo Paulo escreve: “...eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7.14).
A lei expõe e revela nossa incapacidade de atender às exigências divinas, pois ela nos confronta com o padrão de Deus.
Ela nos mostra a verdadeira maneira de adorá-lO, estabelece as diretrizes segundo as quais devemos viver e regulamenta nossas relações com nosso próximo.
Além disso, a Lei é o fundamento que um dia norteará a sentença que receberemos quando nossa vida for julgada por Deus. Pela Lei, reconhecemos quem é Deus e como nós devemos ser e nos portar. Mas existe uma coisa que a Lei não pode: ela não consegue nos salvar. Ela nos expõe diante de Deus e mostra que somos pecadores culpados. Essa é sua função.
Lembremos que Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). O Filho de Deus está afirmando que veio a este mundo para cumprir a Lei com todas as suas 613 disposições, ordenanças e proibições. Ele realmente cumpriu todas elas, pelo que está escrito: “...o fim da lei é Cristo” (Rm 10.4).
Jesus fez o que era impossível para nós!
Ele conduziu a Lei ao seu final; ela está cumprida. Por que Ele o fez? Encontramos a resposta quando lemos o versículo inteiro: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Jesus cumpriu a Lei para todos, mas Sua obra é eficaz apenas para todo aquele que crê. Segundo a Bíblia, que tipo de fé é essa? É a fé que sabe...
...que pessoa alguma é capaz de cumprir a Lei e que ninguém consegue satisfazer as exigências divinas.
... que para isso o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio ao mundo, cumprindo as exigências da Lei até nos mínimos detalhes.
...que Jesus Cristo tomou sobre Si, em meu lugar, o castigo da Lei, que é a morte.
Agora, talvez, muitos perguntem: Não estamos removendo a base que sustenta uma ética comprometida ao dizermos que a Lei não vale mais para os cristãos renascidos?
Será que saberemos como nos comportar e o que é certo ou errado se dissermos que não é preciso cumprir a Lei de Moisés?
Ledo engano de quem acha que estamos sem lei alguma!
Jesus estabeleceu uma ética muito superior...
...à ética da Lei de Moisés. Ela exige: “Não adulterarás” (Êx 20.14). Mas Jesus disse: “qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28). A lei de Moisés impõe: “Não matarás” (Êx 20.13). Mas Jesus ensina: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44).
Ética de Cristo
A ética estabelecida por Jesus Cristo supera tudo que já houve em matéria de lei moral e toda e qualquer possibilidade dentro da ética humana. Jesus exige que cumpramos normas diametralmente opostas ao nosso comportamento natural. Essa ética estabelecida por Jesus só pode ser seguida por pessoas que nasceram de novo, que entregaram todo o seu ser ao Senhor: “Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei” (Hb 10.16). A Bíblia diz, ainda, acerca dos renascidos: Deus...
“...nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Co 3.6).
Mata por sermos incapazes de cumpri-la!
Se a Lei mata, o Espírito, glorias a Deus, vivifica!
Ser vivificados com Cristo significa experimentar a vida de Deus em nós; significa ser nascido de Deus por meio de Seu Espírito.
“Não foi Paulo que inventou a doutrina de que é o espírito que vivifica, mas isto foi uma revelação de nosso Senhor Jesus Cristo em seu ministério terreno:
“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (Jo 6.63). Quando Jesus disse que as palavras que ele havia dito eram espírito e vida, isto significa que Suas palavras foram proferidas pelo Seu Espírito.” ( Gospelmais)
Curiosamente, Paulo escreveu essas palavras ( II Cor 3) justamente à igreja que tinha mais problemas com ira, ciúme, imoralidade, libertinagem e impureza espiritual entre seus membros. Mas, ao admoestá-los, ele estava dizendo aos crentes de Corinto – e, por extensão, a todos nós – que é possível ter uma ética superior e viver segundo os elevados preceitos de Jesus quando nascemos de novo.
Com isso os cristãos não estão rejeitando a ética da Lei de Moisés mas estabelecem uma ética muito superior, a ética do Espírito Santo, do qual a Bíblia diz: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22-23).
Como, porém, colocamos isso em prática? Simplesmente vivendo um relacionamento íntimo e autêntico com Jesus Cristo. O que pensamos, o que falamos, o que fazemos ou deixamos de fazer deve ser determinado somente por Jesus: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus” (Cl 3.17).
Na prática, devemos nos comportar como se tudo o que fizermos levasse a assinatura de Jesus.
Somente quando nos entregarmos completamente ao Senhor Jesus poderemos produzir fruto espiritual. Quando submetermos nosso ser ao Senhor, o fruto do Espírito poderá crescer em nós em todos os seus nove aspectos. Talvez nós mesmos nem o percebamos, mas certamente as pessoas que nos cercam perceberão que o Espírito está frutificando em nós. Que seja assim na vida de todos nós.

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( louvor: Ademar de Campos)

O FIM DA LEI


PARTE II  -  

 

Sub título: Jesus veio para pôr fim à Lei de Moisés?

Introdução:

1º - Engana-se quem afirma, por ignorância contumaz, pois só vive se firmando a citações bíblicas -  perícope - desassociadas de contexto remoto e histórico, vivendo e ensinado uma mentira!

2º - A Lei revelava o quanto somos pecadores, merecedores de morte.

- A Graça, nos salva, nos liberta, nos ensina, nos capacita, nos revela, que, embora pecadores, somos salvos através da fé, por aquele que se fez pecado por nós, cumprindo em sua morte a justiça de Deus!
Isaias apontando para Aquele que havia de vir, disse:

 “O castigo que nos traz (não trará ou trouxe)  a paz estava sobre Ele”.

O que castigo é este?

(Morte)

Causa:

O Pecado

Pecado este que a Lei nos conscientizou; mas que não tinha poder de, do tal, nos libertar!

“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que, nEle nos tornássemos justiça de Deus!”

- Ou salvos em Cristo, não pelo cumprimento de elementos da Lei, Mas, em Cristo, são a evidencia física/espiritual da justiça divina, plenamente cumprida, e que, satisfaz a Deus em Sua santidade.

JESUS VEIO POR O FIM A LEI

Sim e não! Jesus VEIO cumpri-la e portanto fez o que era impossível para nós portadores da natureza adâmica. Cumprindo-a, cessou seu efeito!

Isto já era previsto pelos profetas: “Jeremias 31:
…”32 - Não será como a Aliança que firmei com seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito, pois eles não honraram o meu pacto, mesmo sendo Eu o Marido divino deles!” assevera Deus 

33 - “Eis, no entanto, a Aliança que celebrarei com a comunidade de Israel passados aqueles dias”, afirma o SENHOR: “Registrarei o conteúdo da minha Torá, Lei, na mente deles e a escreverei no mais íntimo dos seus sentimentos: seus corações. Assim, serei de fato o Deus deles e eles serão o meu povo! 

34 -Ninguém mais terá a necessidade de orientar o seu próximo nem seu irmão, pregando: 

‘Eis que precisas conhecer quem é Yahweh, o SENHOR!’, 

porquanto serei conhecido no interior do ser de cada pessoa, desde os mais jovens até os idosos, dos mais pobres aos mais ricos.”, garante o SENHOR. 

“Porque Eu mesmo lhes perdoarei a malignidade e não me permitirei recordar mais dos seus erros e pecados!” …


QUESTÃO
– Jesus disse muito explicitamente: 
“Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.”

 Entretanto, certa ocasião Jesus aprovou seus discípulos quando eles quebraram a lei dos judeus quanto ao trabalho no sábado (Mc 2.24), e o próprio Jesus aparentemente aboliu a lei cerimonial ao considerar puros todos os alimentos (Mc 7.19).

Os discípulos de Jesus rejeitaram claramente muito do que era da lei do AT, inclusive a circuncisão (At 15; Gl 5.6; 6.15). De fato, Paulo declarou: 

“Não estais debaixo da lei e sim da graça” (Rm 6.14), e afirmou, também, que os Dez Mandamentos, gravados em pedra, tinham sido removidos em Cristo (2 Co 3.7,14).

A letra mata, o Espírito vivifica!

Porque mata? Por não ser capaz de me libertar do poder do pecado!

Hebreus 9
…9 – “Esse fato transforma-se numa ilustração para os nossos dias, esclarecendo que as ofertas e os sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa. 

10 - Eram tão-somente ordenanças que tratavam de comida e bebida e de várias cerimônias de purificação com água; esses mandamentos exteriores foram impostos até a chegada do tempo da nova ordem. O perfeito sacrifício de Cristo”.

SOLUÇÃO – Na questão quanto se a Lei de Moisés foi abolida por Cristo, a confusão se estabelece por se deixar de fazer distinção entre várias coisas.

Em primeiro lugar, há a confusão do tempo. 

Durante sua vida terrena, Jesus sempre guardou pessoalmente a Lei de Moisés, inclusive oferecendo sacrifícios aos sacerdotes judeus (Mt 8.4), participando das festas judias (Jo 7.10) e comendo o cordeiro pascal (Mt 26.19).

 De vez em quando ele violava as tradições falsas dos fariseus, que tinham sido levantadas em torno da Lei (cf. Mt 5.43-44), repreendendo-os: 

“Invalidastes a Palavra de Deus, por causa da vossa tradição (Mt 15.6).

Os versículos que indicam que a Lei foi cumprida referem-se à situação depois da cruz, quando não há “nem judeu nem grego… porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).

Em segundo lugar, há uma confusão quanto a certos aspectos. 

Pelo menos algumas das referências (se não todas) à Lei, a respeito de elas terem sido abolidas no NT, referem-se a cerimônias e tipos do AT. 

Esses aspectos cerimoniais e tipológicos da Lei de Moisés foram de forma clara abolidos quando Jesus, o nosso cordeiro pascal (1 Co 5.7), cumpriu os tipos e predições da Lei quando à sua primeira vinda (cf. Hb 7-10). 

Nesse sentido, Jesus claramente aboliu os aspectos cerimoniais e tipológicos da Lei, não destruindo-a, mas cumprindo-a.

Finalmente, há uma confusão quanto a contexto, mesmo quando as dimensões morais da Lei são discutidas. Jesus, por exemplo, não apenas cumpriu as exigências morais da Lei (Rm 8.2-3), mas também o contexto nacional e teocrático no qual os princípios morais de Deus foram expressos no AT não mais se aplica aos cristãos nos dias de hoje. 

Por exemplo, não estamos debaixo dos mandamentos como Moisés os expressou para o povo de Israel, porque, ao serem expressos ao povo nos Dez Mandamentos, eles traziam a recompensa de que os judeus viveriam uma longa vida “na terra [da Palestina] que o Senhor, teu Deus, te dá [aos israelitas] (Êx 20.12).

 Quando o princípio moral contido nesse mandamento do AT é estabelecido no NT, ele se expressa num contexto diferente, a saber, num contexto que não é nacional nem teocrático, mas pessoal e universal.
Para todas as pessoas que honram seus pais, Paulo declara que eles terão “longa vida sobre a terra” (Ef 6.3).

 De igual forma, os cristãos não mais estão debaixo dos mandamentos de Moisés para cultuarem no sábado (Êx 20.8-11), já que, depois da ressurreição, das aparições, e da ascensão (as quais ocorreram todas no domingo), os cristãos cultuam no domingo em vez de no sábado (veja At 20.7; 1 Co 16.2).

O culto do Shabbath, declarou Paulo, era no AT apenas uma “sombra” da realidade nova que foi inaugurada por Cristo (Cl 2.16-17). Já que até mesmo os Dez Mandamentos, como tais, foram expressos dentro de um contexto nacional, judeu, teocrático, então o NT pode falar corretamente que o que estava “gravado em pedras” foi, “em Cristo, removido” (2 Co 3.7, 13-14).

Entretanto, isso não significa que os princípios morais contidos nos Dez Mandamentos, que refletem a verdadeira natureza de um Deus imutável, não são mais pertinentes aos crentes nos dias de hoje.

De fato, cada um dos princípios ( morais) contidos nos Dez Mandamentos é restabelecido num outro contexto no NT, exceto, é claro, o mandamento para descansar e cultuar no sábado.

Os cristãos hoje não mais se acham debaixo dos Dez Mandamentos tais como foram dados por Moisés, da mesma forma como não estamos debaixo dos requisitos da Lei Mosaica de sermos circuncidados (veja At 15; Gl 3) ou de levarmos um cordeiro ao templo em Jerusalém para ser sacrificado. 

O fato de estarmos presos a leis morais semelhantes contra o adultério, contra a mentira, contra o roubo e contra o assassinato não prova que ainda estamos debaixo dos Dez Mandamentos, assim como de fato de haver leis de trânsito semelhantes nos diversos estados de um país não implica que um infrator da lei no estado “A” esteja sujeito à lei do estado “B”.

A verdade é que aquele que violou uma lei no estado “A” não violou lei alguma no estado “B”, nem muito menos está sujeito às penalidades impostas neste estado. 

Da mesma maneira, embora o AT como o NT se pronunciem contra o adultério, a punição no entanto é diferente – a pena capital no AT (Lv 20.10) e somente excomunhão da igreja no NT (1 Co 5.1-13), com a esperança de uma reintegração mediante o arrependimento (cf. 2 Co 2.6-8).

JUSTIFICACO FICA JUSTIFICADO

Sabemos que tudo o que a lei diz, o diz àqueles que estão debaixo dela, para que toda boca se cale e todo o mundo esteja sob o juízo de Deus.
Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. (Romanos 3:19,20)

A lei, entregue por Moisés, não tinha como objetivo a salvação do pecador, mas o diagnóstico da gravidade do pecado. Ela veio para ressaltar a violência da rebeldia adâmica.

A doença diagnosticada, os sacrifícios eram ofertados, mas, como um paliativo, até que o remédio, a cura, viesse através do sangue derramado por Jesus!

A obra vicária, substitutiva de Cristo é abrangente, atinge aos que morreram antes da Cruz, e aos que viveram e morreram depois de cruz.

Grave esta sigla: A.C e D.C

“Portanto, meus irmãos, quero que saibam que mediante Jesus lhes és proclamado o perdão dos pecados. Por meio dEle, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pele Lei de Moisés” (Atos 13: 38) 

Para quem nossos apóstolos, Paulo e Barnabé, ensinavam a verdade? Para Judeus, chefes da sinagoga e gentios que temiam a Deus. Que leram antes, de sua explanação, conforme o costume, a Lei e os profetas!

A partir do que leram, Paulo, fez discurso, até chegar a Cristo, ressuscitado! Muitos creram, Judeus e estrangeiros, deixando o Judaísmo, a Lei, sendo aconselhados por Paulo: ...
” que continuassem na graça de Deus” ...

Ou seja: Não mais na Lei!

...” Creram todos os que haviam sido designados para a vida eterna...” ( vs 48)

Percebem, os que insistem em pregar aspectos da 

Lei em tempos de graça, o perigo que corre os seus ministérios

Os que são da fé (Paulo queria saber...)

Havia um conflito muito grande a respeito de obras e fé, Espírito e carne na igreja de Gálatas:

Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou? Ora, não foi diante dos vossos olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado? Quero tão-somente que me respondais: Foi por intermédio da prática da Lei que recebestes o Espírito Santo, ou pela fé naquilo que ouvistes? … (Gal 3:1,2)

E mais: “Aquele lhes dá o seu Espírito e opera milagres entre vocês realiza essas coisas pela prática da Lei ou pela fé com a qual receberam a Palavra?”. ( vs.5)



"Pastores, de onde vem os milagres que vocês dizem acontecer; é em função da Lei que vocês ensinam ou da fé na Palavra dos que a ouvem"?

Seus ouvintes são abençoados, pois a FÉ os faz assim, mas vocês estão debaixo de maldição, pois aqueles que se apoiam na prática da Lei, estão debaixo de maldição! Pois os senhores não cumprem todos os itens de Lei:

 “Maldito todos aquele que persiste em não praticar todas as coisas que estão escritas no livro da Lei” vs.10

Por quê?

“É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela Lei, pois, o justo viverá pela fé”

Está implícito: “Se pela fé se vive, pela a Lei se morre”. 

Você está morto ou vivo?

Faremos uma leitura extensa, sem a necessidade de 

interpretação pois, o texto é claro para quem Vive por fé!

Irmãos, humanamente falando, ninguém pode anular um

 testamento depois de ratificado, nem acrescentar-lhe algo.


Assim também as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. A Escritura não diz:

"E aos seus descendentes", como se falando de muitos, mas: "Ao seu descendente", dando a entender que se trata de um só, isto é, Cristo. Quero dizer isto: 

A lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não anula a aliança previamente estabelecida por Deus, de modo que venha a invalidar a promessa. 

Pois, se a herança depende da lei, já não depende de promessa. Deus, porém, concedeu-a gratuitamente a Abraão mediante promessa. Qual era então o propósito da lei? 

Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o Descendente a quem se referia a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador.

Contudo, o mediador representa mais de um; Deus, porém, é um. Então, a lei opõe-se às promessas de Deus? 
De maneira nenhuma! 

Pois, se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça viria da lei. 

Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa, que é pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos que crêm.

Antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada.

Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. 

Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram.

 Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa. Gálatas 3:15-29

E mais: Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça.
Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça que é a nossa esperança. ( Gálatas 5:4,5)

Concluindo - 

Vemos, então, no texto acima que a Lei e seus princípios cerimoniais, morais e espirituais, apontavam para algo superior de haveria de vir.
 

 Serviam, conforme já foi dito, como um cheque pré-datado com valor a ser descontado em data posterior. Era garantia, calção, penhor, de que, no tempo determinado o débito seria quitado( E foi!)

 Assim foi. Jesus pagou o preço, seu sacrifício no calvário quitou a dívida que nos era contrária.

 A promessa feita por Deus desde do Éden se cumpriu em Cristo, que cumpriu todos os requisitos da Lei, por nós incapacitados que éramos de cumpri-los.

“Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça. Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo” João 1:16,17

“Graça sobre graça, João talvez quisesse dizer: “muita” graça; superlativos favores oferecidos no homem; favores superiores a tudo o que tinha estado no âmbito do direito (Lei) - superior a todas as outras coisas que Deus pode confiar nos homens. Estes consistem em favores perdão, resgate, proteção, santificação, a paz aqui, e do céu, mais adiante”.

Encerrando

Embora Cristo veio para nos salvar, era Judeu, e cumpridor da Lei. Graça, como dispensação, veio no período pós cruz, embora, inegavelmente ela esteve presente desde a dispensação do da inocência, ela atige seu climax na atual dispensação.

Paulo mesmo, para evitar mal entendido cumpriu e pediu que alguns de seus seguidores cumprissem alguns aspectos da Lei: ( Atos 21:17-26). Tenho certeza que muitos pastores nunca leram este trecho bíblico!

E depois:

“E  subi ( a Jerusalém ) por causa de uma revelação ( a Graça ), e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios...mas  nem  mesmo Tito, que estava comigo, sendo  grego ( Tito   não   era   judeu,  era  um  gentio ), foi constrangido a circuncidar-se... 

e   isto   “por causa”  dos  “falsos irmãos” ( os “alguns”  de Atos 15: 5 ) 
que  se entremeteram  com o fim de espreitar a nossa  liberdade, que temos em Cristo  Jesus,  “para  reduzir-nos  à  escravidão...” 
Não  submetemos  a  eles  ( aos  falsos  irmãos )  nem   ainda   por   “uma   hora”, 
para  que  a  verdade   do   evangelho  permanecesse  entre  vós...”   
( Gál. 2: 2 a 5 )




Pedro: Sobre aspectos da Lei e os gentios:

O grande debate de Jerusalém: 
'Depois de muita discussão, Pedro levantou-se e dirigiu-se a eles: "Irmãos, vocês sabem que há muito tempo Deus me escolheu dentre vocês para que os gentios ouvissem de meus lábios a mensagem do evangelho e cressem.

Deus, que conhece os corações, demonstrou que os aceitou, dando-lhes o Espírito Santo, como antes nos tinha concedido.

Ele não fez distinção alguma entre nós e eles, visto que purificou os seus corações pela fé.
Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, impondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar?


De modo nenhum! 
Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus, assim como eles também".

Atos 15:7-11




E, para quem acha que estamos sem nenhum tipo de lei, vou esclarecendo, que não!


Temos a lei do Espírito de vida, contrário que era Lei matava. 

Temos a Lei de Cristo, que é a lei do amor: Toda a Lei resume num só mandamento: " Ame ao seu próximo como a ti mesmo" ( Gal 5:14)

Temos também outra definição em Tiago 2:8-13, como lei do Reino que o amar o próximo e lei da liberdade.

O que nos faz obedecer a Deus não uma imposição judicial e sim a Lei maior do Reino, a Lei do amor a Deus e ao próximo.

Mas o problema é este: 'Querem  ser  “mestres  da  lei”,  mas  “NÃO   ENTENDEM” nem   o   que  dizem   nem   o   que   com   “tanta   confiança”  afirmam"..  ( I Tim. 1: 5 -
 7)

O fim da Lei é Cristo para justiça de todo que crer...

Fim. Acabou!

A “Lei de Moisés” era  ( pois  deixou  de  prevalecer )  aquela   que  

“o   crente”   tinha   que     “fazer     algo”    para     “merecer     algo”    de     Deus ...por isso  que  quem  congrega  numa “igreja da lei”  está  sempre  “devendo algo”  para  Deus... pois  tem  a  consciência  de  que  é  um  pecador,  “distante”  de  Deus......  o   crente    não    consegue   se    aperfeiçoar... )

Em a lei de Moisés é chamada de

 “mandamento  carnal” (Heb. 7: 16)  de fraca e inútil ( vs. 18) Lei que não havia(passado) aperfeiçoado coisa alguma ( vs 19)

pois  a  lei  foi  dada  para  a  carne...  aquela  “Lei”  vivia  das  sombras  (simbolizando)  dos  bens  futuros  (que   aconteceriam   em  Cristo,   numa   Nova  Aliança ),  a “Lei”  não  podia  (e nem pode)  nunca  pelos mesmos  sacrifícios  que  se  oferecem  aperfeiçoar  os  crentes...
 ( Heb. 10:1 ) 

De novo:

A Lei era fraca, inutíl! 

** A lei “não  pode  nunca  aperfeiçoar” (Heb. 7: 19) 
A Graça “nos aperfeiçoou” para  sempre ! (Heb. 10: 14)

--- Uma  das  maiores  diferenças  entre  “a  Lei  e  a  Graça”, é  que  a  lei  “dependia”  das   obras   dos   homens, e  a  graça  do  “favor  de  Deus” por  nós... que  já  foi  feito...
Por isso que  Paulo disse :   “Mas  “se  é  pela  Graça  (de  Deus) ,  já  não  é  pelas  obras”  (dos  homens) ; doutra   maneira,  a  graça   já   não   é   graça...” (Rom. 11: 6)


O FIM DA LEI É CRISTO PARA JUSTIFICAÇÃO DE TODO O CRÊ! ( ROM 10:04)

PS. Irmãos, eu creio na Palavra de Deus, eu me oriento pelo ensino apostólico ( termo inexistente no VT), e palavras isnpiradas por Deus dos antigos profetas, como está escrito: " Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular". ( Ef 2:20)

É falácia e mentira quando imputam a mim o erro de pregar só o novo testamento, de forma alguma: Tenho nos Salmos um fonte poética e profética de louvor, adoração e ensinos disribuidos seus cinco livros.
Tenho em Isaias uma fonte de revelação do Messias prometido, vejo o livro deste profeta como um novo testamento no velho, é uma profeta cheio de esperança.
Em Daniel, o livro da revelação( apocalipse) no velho.
Assim como Jeremias, que espetáculo de profeta, que mensagem que vai além de seu tempo e até do nosso tempo.
É mentira, propria dos filhos do diabo, quando afirmam que só prego NT, Paulo, e assim por diante....

Não sou evangélico, nem apostólico, sou Bíblico!

Mas entendo o que é para mim como igreja em termos de ordenanças e o que foi para Israel.

Não existiria o Novo sem o Velho, onde estão as promessas feitas ( anterior a Lei aos Herdeiros de tais promessas ( Gal 3:14)







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