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O HOMEM NÃO SABE SE PERTENCE... - Bp Lucas Eugênio

O homem no Éden teve muitas alternativas para escolher o bem, e só uma para escolher o mal; o que ele fez? Escolheu o mal.
O proibido, o que Deus havia falado que não o fizesse, sob o risco de sofrer a pena de morte. (Gen.2:16,17)
Quando Deus deixou ao homem, a possibilidade deste fazer suas escolhas, mesmo o alertando sobre a responsabilidade e consequência, ele não soube lidar com isso. Mostrou-se influenciável, incapaz de resistir e dizer não ao erro, em nome da obediência a Deus.
O Livre Arbítrio tão desejado pelo homem, que é a capacidade de pensar, agir tendo como única motivação sua vontade, sua autodeterminação, mostrou-se algo que colocaria o ser humano em dificuldades.

Se não por outros motivos, pelo menos por esse: O homem, por incrível que possa parecer, tem a necessidade de pertencer. Ele nunca é, em última análise, totalmente livre. Ele é livre para pensar, mas não para agir.
Precisa obedecer a certas convenções, quando sua liberdade esbarra no direito do outro, mostra, que mesmo livre (?), ele é limitado, por pertencer a um sistema que lhe diz o que é certo e errado.

Área espiritual

Adão, quando comprou a idéia de Eva, de que Deus, esta na verdade insuflada pela serpente, agente do mal   tornou-se escravo do pior senhor; o pecado.
Na ânsia de ser igual a Deus, ou seja: Ser deus de si mesmo, e portanto, sem um Deus poderoso para reger sua vida, que seria a independência da divindade, ele se tornou capacho de um ser cuja motivação é atingir a Deus, mesmo que seja indiretamente. A morte é o isolamento. A morte é não “depender de Deus”, também não depender de si, mas um senhor que controla a todos, através da mentira, da falta de paz, da tristeza, da tragédia humana.
O livre arbítrio é uma falácia. Um engodo. Não existe e nunca existiu, pois ao homem alguma coisa, um sistema, uma força, um poder maior, sempre controla.

... pois o homem é escravo daquilo que o domina.         

         (2 Pedro 2:19).


Algo te controla, dita norma, orienta, te sujeita... Este é teu senhor!

Lutero, vendo a impossibilidade humana de se pertencer, pregou o “Arbítrio Servil” Expressão usada para designar a antítese do livre arbítrio. É a submissão absoluta e inquestionável da vontade humana à graça de Deus.

A graça de Deus é o caminho  para que Ele, o Criador,  voltasse ao controle da vida do homem, não para exercer um autoritarismo barato, mas para salvá-lo, de si, do pecado e de satanás. O domínio de Deus é abençoador, pois livra- nos do jugo imposto pelo erro, pelo pecado e nos promove de servos para filhos.

Ele nos ganha pela graça como servo, mas nos trata como filhos. Sendo a graça uma força operante do Espírito,  acolhida por nós como um dom e por esta nos salvar de nós mesmos; nos salva em seguida daquele que nos domina através do ego.

Através da sensação de liberdade, somos dominados pelo inimigo.

“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos”: "Aba, Pai" (Romanos 8:15)

Esta é a benção do Arbítrio Servil, servimos a Deus não de forma inconsciente, como robôs, mas pelo prazer que a graça nos concede; sabemos o que e a quem fazemos.

A graça estabelece a ordem, faz a separação de quem é de quem não é. A graça além de trazer salvação nos capacita a recusar o erro. Educa-nos para isso.

Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente (Tito 2:11-12)

Deus não domina como um déspota, mas, sim, didaticamente; indicando o caminho, como um pai.

A benção da adoção nos eleva a outra condição; de amigos.

“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. ( João 15:150).

Somos livres pertencendo a Cristo. Pertencer é ser separado do pecado, do mundo e de ações diabólicas.

O pecado, como agente satânico, não nos domina mais.

Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. (Romanos 6:22)


Este é um bom negocio ter um senhor que não nos trata como escravos, e sim como filhos e amigos. Verdadeiramente somos livres quando abrimos mão da mentira do livre-arbítrio e nos entregamos a Deus sem reservas e exigências.

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