(Bp)
Texto
bíblico ref: I João 5:17
“Toda
a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte”.
Introdução:
Todos
nós, irremediavelmente, nascemos, crendo ou não, com tendência para o mal; no
sentido de fazer o que desagrada a Deus.
Está
escrito: “Todavia, não há um só justo na terra, ninguém que pratique o bem e
nunca peque”.
(Eclesiastes
7:20)
Só
houve um justo na terra no sentido pleno da palavra: Jesus Cristo.
Os
justos da terra:
Agora,
é importante dizermos que o termo “justo” tem mais de um significado.
Exemplo:
Davi
escreveu: “Já fui jovem e agora sou velho,
mas
nunca vi o justo desamparado”... ( 37:25,26)
***
“A
boca do justo profere sabedoria, e a sua língua fala conforme a justiça. Ele
traz no coração a lei do seu Deus; nunca pisará em falso”. (Sl. 37:27-31).
Justos
“Jó
foi reconhecido como um homem íntegro e justo; temia a Deus e evitava o mal”.
(Jó 1:1)
Entendamos
aqui, o homem justo, como alguém que procurava obedecer a Deus, andar em seus
caminhos e fiel a Ele.
Mas
pecavam, erravam, como qualquer outro, só, que, em linha geral estavam acima
dos demais que optaram por andar de forma consciente no erro.
Vistos
sob o padrão humano de conduta estes estavam acima!
Naturalmente
o homem é mal.
“Os
que estão em Cristo”
É
muito conhecido o vs que diz que “...tudo se fez novo, que somos novas
criaturas”... ( II Cor 5:17)
Tudo
novo, nova vida, novo caminho, novo senhor, nova criatura
Os
que estão em Cristo, portanto, é portador de uma nova natureza, que é capaz de
rejeitar o pecado e obedecer a Deus.
Novo
ser, novo nascimento, nova diretriz de vida.
“Pois
vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por
meio da palavra de Deus, viva e permanente”. (I Pedro 1:23)
Regenerados
(gerados de novo)
Os
que receberam Cristo como Senhor, passaram por um novo gênesis (novo
princípio), resultado de uma nova semente, gerados de Deus, por Sua palavra,
assim como no início de tudo Deus criou tudo pela palavra (E disse Deus...),
agora recebemos um novo nascimento que nos possibilita viver de maneira que
agrade a Deus
Vejam:
“Todavia,
Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos
vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões —
pela graça vocês são salvos. Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez
assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”... (Efésios 2:4-6).
Somos
resultados...
O
quê ou quem somos hoje é resultado, não de nossa capacidade ou méritos, e sim
da graça do Criador que fez isto através de um ato de justiça: “ Logo, assim
como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores,
assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos
justos”.
(Rom.
5:19)
Por
herança adâmica fomos feitos desobedientes, pecadores inveterados.
Isso
é um fato!
Mas
agora...
Há
outro fato que, não consigo compreender por que não é explicado sob o prisma
espiritual, e sim no ponto de vista religioso, de que, agora, não somos mais
pecadores; como foi Adão!
O
sacrifício de Cristo foi perfeito e definitivo, e, exige-se, ainda, que nos
reconhecemos pecadores como éramos antes da cruz!
Está
escrito:
“...
que por um ato de justiça fomos feitos, considerados, por Deus, justos”. Deus
não nos vê como antes da cruz, nos vê como imagem de Seu filho Amado.
“Mas
todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor,
somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do
Senhor” (II Coríntios 3:18)
A
transformação definitiva ocorrerá após o arrebatamento ou ressurreição para os
que estiverem dormindo no Senhor!
“Mas
não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
O
primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
Qual
o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os
celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também
a imagem do celestial”. ( I Coríntios 15:46-49)
Éramos
por natureza filhos do pecado
“Como
os outros, éramos por natureza merecedores da ira”. (Efésios 2:3)
Éramos,
no passado; não o somos mais!
Por
um ato de justiça
Ou
seja: Cristo morreu em nosso lugar satisfazendo a justiça de Deus que exigia a
morte do pecador.
“E
ele fez isso de uma vez por todas quando a si mesmo se ofereceu”.
(Heb.
7:27).
“Pelo
cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo
de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas”. (Hebreus 10:10)
“Deus
tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos
tornássemos justiça de Deus”. (II Coríntios 5:21)
O
pecado não está em nós da forma que estava antes: Como senhor!
Eis
aí a grande diferença do éramos do que somos em Cristo!
Antes
quando pecávamos a nossa consciência cauterizada não nos condenava, e, se nos
condenava gerava em nós remorso e não
sabíamos o porquê disso. Alguns de nós, nem todos, tinham uma mente acusadora
que levava ao desespero indecifrável que, em alguns casos acabava em suicídio!
Aqueles
que estão em Cristo, não pecam mais deliberadamente, pecam por exceção, e
conscientes de seu erro, não são levados ao remorso (como foi o caso de Judas e
Esaú) e sim ao arrependimento! Tudo
mudou; note!
Nossos
atos nos condenavam, e não víamos saída, pois não conhecíamos a porta, o
caminho, o meio de nos livramos da culpa!
Hoje
não! Para quem está em Cristo não há condenação.
E
mesmo que o nosso coração nos acuse; maior é Deus!
“Sabendo
que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e
conhece todas as coisas”. ( I João 3:19)
Nosso
alma se tranquiliza, descansa, pois, hoje, sabemos que embora não devemos
pecar; e que quando isto ocorre, temos um advogado.
...”não
pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o
justo”. (I João 2:1).
Jesus
é nossa justiça da primeira à última instancia!
A.C.
– Antes de Cristo
Antes
da cruz, onde a justiça de Deus contra o pecador se cumpriu, vivíamos no pecado
e éramos seus servos.
Ainda
não estamos “sem” pecado, mas o pecado já não nos domina mais.
Não
vivemos mais na prática do mesmo; não é mais uma regra de vida!
“Sabemos
que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de
Deus o protege, e o Maligno não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o
mundo todo está sob o poder do Maligno” (I João 5:18,19).
- Há
diferença gritante entre está “no” e está “sem” –
“Aquele
que pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vem pecando desde o princípio.
Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo”. ( I
João 3:8)
O
pecado propriamente dito foi destruído na cruz na vida do liberto. Sua
influencia já não mais o atinge, pois está coberto pelo sangue de Jesus.
O
pecado (singular) é a árvore que produz frutos ( obras carne: pecados ( plural).
O
pecado, a árvore, na crucificação de Jesus foi destruído, ou, podemos dizer,
que na vida de quem é salvo já perdeu sua eficácia. Não seduz, não envolve, não
escraviza o crente!
“Mas
agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado
mediante o sacrifício de si mesmo”. (Hebreus 9:26)
O
aniquilamento do pecado só é verdade na vida do salvo em Cristo
Pois
quem não está em Cristo sente seus efeitos ainda cada vez mais resistentes, na
medida em que vai chegando o dia do Senhor.
Continua...
(Texto de orientação espiritual:
Efésios 4: 1-32)
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